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03/11/2009 - Segmento de cosméticos cresce 18% no primeiro semestre do ano
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 No período de janeiro a junho de 2009, o crescimento das vendas da indústria de Higiene Pessoal, Perfumaria e Cosméticos (HPPC) foi estimado em 18% (nominativo, sem descontar a inflação) pela Associação Brasileira da Indústria de Higiene Pessoal, Perfumaria e Cosméticos (ABIHPEC), entidade que congrega empresas que representam 90% da produção nacional do setor. 


O índice foi obtido a partir de dados cedidos pelas suas associadas relativos aos dois primeiros bimestres de 2009 (já consolidados) e pela estimativa de vendas para os meses de maio e junho. O presidente da ABIHPEC, João Carlos Basilio, chama a atenção para o fato de que o índice projetado de 18% ainda não está consolidado, mas afirma que a projeção é conservadora. “O resultado definitivo poderá ser ainda maior que 18%”, diz Basílio. 

O resultado do período de janeiro a junho fez com que a entidade revisasse a projeção de 5% de crescimento real para o ano de 2009 que havia formulado em dezembro do ano passado. “Agora, a nossa projeção é de que o crescimento anual real seja de 11%”, afirma o presidente da ABIHPEC. “O primeiro semestre teve crescimento muito acima da expectativa: 18% (nominativo, sem descontar a inflação) em relação a 2008. Como tradicionalmente o segundo semestre traz uma aceleração no ritmo de vendas, tudo indica que em 2009 o crescimento real, descontando a inflação, do setor será de 11% ou até maior”, explica Basílio. 

Em 2008, o setor faturou em vendas ex-factory R$ 21,7 bilhões e apresentou 10,6% de crescimento em relação a 2007. Coincidentemente, a média de crescimento anual real nos últimos 13 anos foi de 10,6%. 


RAZÕES PARA O CRESCIMENTO 

O presidente da ABIHPEC lista uma série de razões para que, a despeito da crise, o setor continue a evoluir aceleradamente: 

- “Há um fator econômico-financeiro importante: a renda do trabalhador não foi comprometida, o que de forma geral lhe preservou o poder de compra e este é um setor que não depende de crédito e sim de renda”, afirma Basílio. 

- “Existe também o aspecto cultural já que os hábitos de higiene fazem parte da rotina da população e tem importantes impactos na preservação da saúde. Além disso, os cuidados com a aparência ajudam na preservação de uma imagem social positiva, o que também tem um peso importante no ambiente de trabalho”, continua. 

- “Mas, dentre todos esses fatores, devo destacar o fato de que o setor teve a visão de continuar a investir mesmo diante da crise. Os lançamentos continuaram no mesmo ritmo dos anos anteriores, assim como a pesquisa e o desenvolvimento de novos produtos foram mantidos. Aliás, é uma característica do setor de HPPC investir continuamente na evolução qualitativa dos seus produtos para atender as demandas de um consumidor cada vez mais ávido por qualidade e por linhas de produtos cada vez mais completas. Além disso, o setor vem investindo fortemente em marketing e publicidade”, aponta. 


Para mais detalhes sobre o ritmo de crescimento do setor de HPPC, visite o site da www.abihpec.com.br ou consulte o Panorama do Setor na seção Dados de Mercado no próprio site da entidade.

Fonte: Comunicação ABIHPEC
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